Encanto 

Ela rodopiava e encatava. Naqueles ensaios de dança, de entrelaçado, ela estava feliz. Ela conseguia alcançar o sorriso simples e um tanto de leveza na alma. Menina bonita, agora calma!!! Qual a dificuldade, se perguntava. Carrego há muito essa dor na alma. Cadê minha leveza e a pureza de meu sorriso? A quem, não mais, encanto? Onde está o espelho que me brilhava a cada passo? A mulher era quase menina. A menina devia ser quase mulher.  E era difícil,  para as duas. Onde está o chão que me deslizava? Questionava.  A menina descobriu, no meio de sua dor e do chão ferido, como dançar novamente. E então, ela rodopiava e encatava. Encantava a si mesma. 

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