​A minha flor está se fechando, quase negra como a Lua. Está ainda jorrando lama pelas pétalas finas. A flor está podre, quase doida de ressaca. Flor morta, que a vida um dia deu a luz. O espinhos são maiores que as raízes, têm menos água que medo, têm menos medo que fúria. 

A minha flor ainda está se fechando, sob o frio da estrada. Talvez um ou dois caminhoneiros passem por cima, na manhã primeira. Mas, ela ainda fede. O jardim de onde saiu não a reconhece mais, “flor imunda, imoral, ingrata!”.

 Ela se fechou, minha flor, para não mais abrir. Quem sabe lhe doam os espinhos, lhe arrepie o frio ou lhe enoje sua própria lama. Porém, ela fechou-se, para retornar à morte, para retornar à vida. Para não retornar mais como flor, e sim como mulher. Florinda. 

Nem sei. A gente diz tanta coisa. Que a tapioca queimou, que o leite azedou e que, também, a União Européia acabou. Nenhum tem nada a ver com outro, e têm coisas que não tem nada a ver com a gente. Mas, continuamos falando, e nisso, a gente diz tanta coisa. Amores se criam e se desfazem em duas palavras. Verdades são confirmadas e falsificadas, tudo depende de quem disse!

Não sei, a gente já disse tanta coisa. Talvez valha mais a pena calar-se, e não dizer tanto. Viu só? A vida dá tanta reviravolta!

Encanto 

Ela rodopiava e encatava. Naqueles ensaios de dança, de entrelaçado, ela estava feliz. Ela conseguia alcançar o sorriso simples e um tanto de leveza na alma. Menina bonita, agora calma!!! Qual a dificuldade, se perguntava. Carrego há muito essa dor na alma. Cadê minha leveza e a pureza de meu sorriso? A quem, não mais, encanto? Onde está o espelho que me brilhava a cada passo? A mulher era quase menina. A menina devia ser quase mulher.  E era difícil,  para as duas. Onde está o chão que me deslizava? Questionava.  A menina descobriu, no meio de sua dor e do chão ferido, como dançar novamente. E então, ela rodopiava e encatava. Encantava a si mesma. 

Estar, escrever e ser

O que é ser,
Frente à esta multidão de seres que vemos todos os dias?
O que é estar,
Frente as mil condições de viver?
O que é então sentir,
Frente as variadas formas de sentimentos?
Creio que todos temos algo a responder sobre isso,
Algo a ensinar uns aos outros – e por que não a nós mesmos?.
É interessantíssimo pensar na vastidão do Universo,
E até mesmo na do nosso pequeno planeta.
Deveríamos questionar mais tudo isso aqui,
Porque temos tanto a aprender. A ser e à escrever.

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A parte mais legal

A parte mais legal de ser jovem,
Ou vai ver de ser humana,
É poder errar.
Vai me dizer você, cara pessoa, que nunca ficou aliviado por saber que tudo tem conserto, após um erro?
Ok, reformulando a frase:
A parte mais legal de ser humana é poder recomeçar.

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As vezes

As vezes a gente deveria simplesmente relaxar. Eu sei que a vida é dura e que vocês têm muita conta pra pagar, mas essa é a menor parte da vida, não acham?
Os problemas vêm e se vão. Tanto faz se a unha tá encravada ou o cabelo desarrumado, se vocês tiverem um pouco de paciência vão conseguir rir de tudo isso. É simples. Deixa tudo fluir, deixa que a vida se encarregue dos problemas. Faça o melhor para você. E pronto! No outro dia tem manicure e cabeleireiro,  rs.

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As conchas, novamente

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     Pode parecer pouca coisa a você que lê, mas a mim é muita. Desde pequena gostei do mar. Quando me diziam que ia à praia, era o dia mais feliz. Sempre preferi ficar nas cadeiras na areia, mas na maioria das vezes,  ficava perto da piscina. Não tenho do que reclamar, parecia um peixe! ( um pequeno detalhe: literalmente, sou peixes kkk ).
     Cresci tendo essa relação forte com as ondas. Mas, não, não virei surfista,rs. É que sinto algo forte que me leva ate o mar, uma especie de energia poderosa. E é muito bom poder contar com ela.
      Creio que se você não se contradiz, se você deixa fluir isso de tão forte que há em você, esse sentimento que sempre se sobressai aos outros, essa vontade gigantesca e inexplicável vai acabar encontrando algo bom.  Vai acabar encontrando a parte mais feliz de você.
     A minha parte mais feliz é o mar. Qual é a sua?

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Angelsbyme

Não é sobre anjos.
Não,  a vida não é sobre anjos.
É sobre gente, de sangue e carne,
Que perde até cabelo quando se estressa.
Gente que pega o ônibus as cinco da manhã e reza para que não chova no caminho.
Pessoas que pedem licença e outras que dizem: sai do meio!
Gente que esquece o que ia dizer.
Gente que chora.
Gente que ri.
Gente que só quer se gente, e não “protótipo”.
Gente que lê e gente que assiste TV.
Gente que dá gargalhada e gente que faz fofoca.
Gente que se irrita e gente que perdoa.
Não fique pensando que somos anjos,
Não,  não somos.
Esse texto não é sobre anjos.
Não,  não é.